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Saúde de Londrina divulga novo boletim das síndromes gripal e respiratória

A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou um novo boletim informativo sobre Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O informativo, elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), é disponibilizado semanalmente nas páginas oficiais da Prefeitura e da SMS no Instagram. O balanço apresenta informações relacionadas aos vírus respiratórios com maior circulação, atendimentos nas unidades de saúde da rede municipal, cobertura vacinal conta influenza, óbitos por SRAG, entre outras.

Foto: Divulgação/ PML

Os dados apontam que os vírus respiratórios com maior circulação na cidade, nos últimos 15 dias, são: Rinovírus, Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Adenovírus.

Entre os dias 10 e 16 de maio, foram registradas 51 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo 24 em adultos e 27 em crianças de até 12 anos.

Atendimentos no PAI crescem 12%

Na última semana, o Pronto Atendimento Infantil (PAI), referência municipal para urgências e emergências pediátricas, contabilizou 3.888 atendimentos, 442 casos a mais do que na semana anterior (12,8%). Desse total, 2.200 estavam relacionados a casos de Síndrome Gripal, o que representa 56,58% dos atendimentos.

Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Sabará e Centro, e os Prontos Atendimentos (PAs) do União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, somaram 14.697 atendimentos gerais no mesmo período, totalizando 1.067 casos a mais do que na semana anterior (7,8%). Entre eles, 4.070 pacientes apresentavam sintomas gripais, representando 27,69% do total.

Desde o começo de 2026, Londrina contabiliza 18 óbitos por SRAG, dois a mais em relação ao boletim divulgado na semana passada. Em 14 casos não houve confirmação de vírus específico. Os demais tiveram diagnóstico positivo para Influenza (2) e para o Vírus Sincicial Respiratório (2).

Cobertura vacinal ainda baixa

A cobertura vacinal contra a Influenza segue abaixo da meta de 90% estipulada pelas autoridades de saúde. Os dados atualizados até ontem (26), apontam cobertura de 49,48% entre idosos, 85,9% entre gestantes e apenas 19,96% entre crianças. Considerando os três grupos prioritários, a cobertura geral está em 43,81%. As salas de vacinação das Unidades Básica de Saúde (UBSs) da área urbana de Londrina funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30.

Diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin. Foto: Thiago Paes/ Estagiário NCom/arquivo

A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, ressaltou que os dados recentes mostram um aumento importante dos atendimentos por Síndrome Gripal em Londrina, principalmente entre as crianças. “Na última semana epidemiológica, mais da metade dos atendimentos pediátricos de urgência foram relacionados a sintomas gripais”, informou.

Fabrin destacou ainda que a principal forma de proteção continua sendo a vacinação contra influenza, especialmente para idosos, crianças e gestantes. “Os números ainda estão abaixo do preconizado de 90%, principalmente nas crianças, portanto sugerimos que os pais levem seus filhos na UBS mais próxima para fazer a vacinação contra influenza. Além disso, temos disponível na rede a vacina contra VSR para gestantes, que ajuda na transferência de anticorpos para o bebê ainda na gestação.  Essa vacina é ofertada para gestantes entre a 28ª e 36ª semana de gestação”, ressaltou.

Outra medida é o uso do anticorpo monoclonal, indicado para bebês, especialmente os mais vulneráveis, reduzindo o risco de formas graves e internações. O anticorpo monoclonal é um medicamento que ajuda na prevenção de infecções respiratórias, principalmente causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório, responsável por quadros de bronquiolite e pneumonia. Diferente da vacina, que estimula o organismo a produzir defesa, o anticorpo monoclonal oferece imunização imediata, funcionando como uma barreira temporária contra o vírus.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o medicamento é destinado a recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias) e crianças com comorbidades de até 24 meses, por apresentarem maior risco de desenvolver formas graves do VSR. O anticorpo é disponibilizado nas UBSs do município, Hospital Evangélico de Londrina (HEL) e Hospital Universitário (HU).

Divulgação PML

Diferenças entre as síndromes – São considerados casos de Síndrome Gripal os quadros respiratórios agudos em que o paciente apresenta ao menos dois sintomas entre: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza e alterações no olfato ou no paladar. Já a Síndrome Respiratória Aguda Grave inclui os casos de SG que evoluem com sinais de maior gravidade, como dificuldade para respirar, baixa oxigenação, pressão ou dor no peito e coloração azulada nos lábios ou nas extremidades dos dedos.

Onde buscar atendimento – Pacientes com sintomas gripais devem procurar, inicialmente, a UBS de referência mais próxima de casa. Já os PAs e as UPAs são destinados aos casos de urgência e emergência e, quando necessário, realizam o encaminhamento para hospitais da rede pública.

O atendimento infantil pode ser realizado nas UBSs, no PAI e também no PA Leonor, que conta com atendimento pediátrico pela Rede Carinho, das 7h à 1h da madrugada, todos os dias da semana. Além disso, a Rede Carinho também atende na Santa Casa de Londrina. Recentemente, a SMS reformou os atendimentos no local, com até 50 novas consultas pediátricas por dia.

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