A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância Ambiental, já vistoriou 5.047 imóveis durante a força-tarefa de prevenção e combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti na região central de Londrina. A ação continua nos próximos dias, até que cerca de 6 mil imóveis residenciais e comerciais sejam alcançados e a SMS já está estudando a próxima área a ser contemplada.
Do total de imóveis trabalhados até o momento, 1.466 estavam fechados durante a passagem das equipes, o que corresponde a 22,5%. As visitas resultaram na identificação de 79 focos do mosquito, encontrados em 1,56% dos imóveis trabalhados.
Para o gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, os indicadores operacionais coletados até o momento refletem a amplitude e o rigor da fiscalização em campo. “Embora não represente um cenário de surto descontrolado, o índice exige rigor absoluto. Devido ao altíssimo fluxo de circulação humana na região central, qualquer foco ativo adquire um potencial de impacto epidemiológico desproporcional”, avaliou.
Segundo Ribas, com 1.466 imóveis fechados, a equipe enfrenta uma barreira logística considerável em quase um quarto das tentativas de vistoria (comércio e residências mistas). “A equipe não encerra a diligência na primeira tentativa: realizamos revisitas em horários alternados, como no início da manhã, final do dia e finais de semana se necessário, deixamos avisos oficiais de visita e buscamos articulação com síndicos e administradores de galerias e condomínios”, informou.
Ribas acrescentou que as precipitações recentes aceleram drasticamente a eclosão dos ovos do Aedes aegypti e enchem rapidamente recipientes a céu aberto, como calhas, materiais em obras comerciais, copos plásticos e resíduos descartados. “A vigilância precisa ser redobrada imediatamente após os períodos de chuva. A intensificação das ações de combate à dengue na região central atende a uma necessidade estratégica prioritária. Por ser o polo comercial, de serviços e de trânsito diário de milhares de pessoas procedentes de diversas regiões da cidade, a área central funciona como um potencial vetor de irradiação da doença. Um foco não tratado no centro representa risco amplificado de transmissão para múltiplos bairros”, enfatizou.
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