O Portal do Norte do Paraná
Brasil

Pena de Carli Filho é reduzida no TJ-PR e ex-deputado não vai para a prisão; “Impunidade”, diz Yared

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) reduziu a pena do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho de 9 anos e 4 meses de prisão para 7 anos, 4 meses e 20 dias, pelas mortes de Carlos Murilo de Almeida e Gilmar Rafael Yared, numa colisão de trânsito em 2009. Com isso, Carli Filho não deve passar nem um dia sequer na prisão.

A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira (13), pelos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, em julgamento da apelação do júri popular, realizado em fevereiro, e que condenou Carli Filho por duplo homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. O ex-deputados estava embriagado e dirigia em alta velocidade. Ainda cabe recurso da decisão, ao Superior Tribunal de Justiça.

Os desembargadores não avaliaram se Carli Filho é culpado ou inocente, isso já foi feito pelo júri, que é soberano. Os magistrados apenas analisaram se o julgamento seguiu o rito legal e se o cálculo da pena, fixada em 9 anos e 4 meses de prisão, pelo juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar estava adequada.

Na sessão dessa quinta-feira, três desembargadores votaram. O relator, Naor Macedo, manteve a condenação e estabeleceu pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Já Clayton Camargo entendeu que a pena deveria ser reduzida para 7 anos de reclusão, em regime semiaberto.

E por fim Miguel Kfouri, também manteve a condenação e reduziu a pena para 7 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, também com regime semiaberto.

O julgamento foi suspenso e será retomado em 7 de fevereiro de 2019.

Impunidade

Na saída do julgamento, a mãe de um dos jovens mortos no acidente e deputada federal, Christiane Yared (PR), criticou a decisão em tom de desabafo.

“Nós recebemos [a notícia] com a certeza de que a gente vive em país que todos nós conhecemos, da impunidade, da liberdade de sair e matar alguém e responder depois de uma maneira que seja agradável”, afirmou ao G1/PR.

Segundo ela, a impressão é a de que tudo se tornou “um grande circo”. “Me disseram que a decisão do júri é soberana. Não é, não é mesmo. Dá uma tornozeleira para ele, tadinho. Os que morreram, morreram. A Justiça é para os vivos afinal de contas”, desabafou.

(Com informações da Banda B)

Postagens relacionadas

Prazo para pedir voto em trânsito termina na próxima quinta-feira

Caixa começa a pagar hoje décimo terceiro do Bolsa Família

Cobra News (User)

Saúde amplia para seis mil número de vagas do Mais Médicos

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais