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Policial

Motorista da Uber é preso suspeito de estuprar jovem em Londrina

Um motorista do aplicativo Uber foi preso preventivamente suspeito de estuprar uma jovem de 18 anos em Londrina, no norte do Paraná. O homem, de 37 anos, foi apresentado pela Delegacia da Mulher nesta segunda-feira (18).

A investigação começou depois da vítima procurar a polícia. Ela contou que foi estuprada no dia 3 de fevereiro durante uma viagem com Ricardo Valenco da Silva. Ele não tem passagens pela polícia e, à RPC, negou o crime e disse que só vai falar em juízo.

A jovem contou que saiu de uma festa e foi para a casa. No trajeto contou ao motorista que iria se arrumar e seguiria para outra festa. Depois disso, o motorista insistiu que poderia esperar e fazer a corrida para ela na sequência. A vítima aceitou e o estupro teria ocorrido na nova viagem, que não foi registrada pelo aplicativo.

Segundo a delegada da mulher de Londrina, Carla Gomes de Melo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) comprovou o abuso.

“O suspeito se aproveitou na condição dela, ela estava embriagada, para estuprá-la. A vítima ainda estava com hematomas nos braços, o que comprova que ela tentou resistir, mas ele a segurou. Teve violência física”, explicou a delegada.

A delegada contou ainda o suspeito enviou mensagens ameaçando à vítima após o crime. Para a Polícia Civil, as mensagens comprovam que ele percebeu que a jovem estava embriagada e que cometeu o crime.

A delegada destacou que a empresa dona do aplicativo colaborou rapidamente com as investigações fornecendo dados do motorista. O que ajudou a polícia a encontrar o suspeito.

Ricardo Valenco da Silva deve responder pelo crime de estupro de vulnerável, com pena que pode variar de 8 a 15 anos de prisão.

Em Londrina, durante 2018, foram 59 casos de crimes sexuais contra mulheres.

O que diz a Uber

Por nota, a empresa lamentou o caso e disse que está à disposição para continuar a colaborar com as autoridades durante a investigação. A Uber salientou que não tolera qualquer tipo de comportamento criminoso, repudia qualquer comportamento abusivo contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência.

A Uber explicou que nenhuma viagem com a plataforma é anônima, todas são registradas por GPS. Isso ajuda a dar suporte às autoridades e acionar o seguro que cobre despesas médicas em caso de incidentes.

Mais informações na programação da Rádio Cultura AM 930.

(Via G1)

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