A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um alerta epidemiológico na terça-feira (3) após o aumento significativo de casos de sarampo na região das Américas em 2025 e no início de 2026. Quase 15 mil casos da doença foram confirmados no continente no ano passado, um crescimento de mais de 30 vezes em relação a 2024. Neste ano, apenas nas três primeiras semanas, outros mil casos já foram registrados.
A OPAS aponta que a maioria das infecções ocorreu em pessoas não vacinadas ou sem informação sobre o esquema vacinal. Crianças menores de cinco anos concentram as maiores taxas de incidência, com destaque para bebês com menos de um ano, considerados o grupo mais vulnerável às formas graves da doença.
O alerta também chama atenção para a queda na cobertura vacinal nos países das Américas. Em muitos deles, a aplicação da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, permanece abaixo dos 95% recomendados para evitar a circulação do vírus.
México, Canadá e Estados Unidos lideram o número de casos na região. No Brasil, os registros confirmados em 2025 foram associados, em sua maior parte, à importação do vírus, segundo o relatório. Os casos ocorreram em diferentes estados e envolveram principalmente pessoas sem vacinação comprovada.
• Países com mais casos (2025): México (6.428), Canadá (5.436) e Estados Unidos (2.242).
• Mortalidade: Das 29 mortes registradas, 22 (73%) ocorreram em populações indígenas, evidenciando a vulnerabilidade desses grupos.
• Perfil dos Infectados: 78% das pessoas que contraíram o vírus em 2025 não estavam vacinadas
Casos no Brasil
O ano de 2025 marcou um retrocesso no controle da doença na região. Foram confirmados 14.891 casos e 29 mortes em 13 países. Esse total representa um aumento de 32 vezes em relação aos 466 casos notificados em 2024.
Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos de sarampo, distribuídos pelo Distrito Federal e seis estados. Nas primeiras três semanas de 2026, o país ainda não registrou novos infectados
Distribuição dos casos em 2025:
- Tocantins: 25 casos.
- Mato Grosso: 6 casos.
- São Paulo e Rio de Janeiro: 2 casos cada.
- Distrito Federal, Maranhão e Rio Grande do Sul: 1 caso cada.
De acordo com Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o sequenciamento permite identificar de onde os casos estão vindo.
Com informações:G1/Foto:Freepik
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