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Londrina inaugura complexo industrial da J.Macêdo com R$ 300 milhões em investimentos

Com 51 anos de atuação na cidade, a J.Macêdo inaugurou seu novo Complexo Industrial, instalado na Cidade Industrial de Londrina com investimentos na ordem de R$300 milhões. O prefeito Tiago Amaral participou da solenidade de lançamento, realizada nesta quinta-feira (26), juntamente com o diretor-presidente da Companhia, Irineu Pedrollo, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, o acionista e CEO da holding J.Macêdo CAP, Amarílio Macêdo, membros do Conselho de Administração e representantes da família Macêdo, entre outras autoridades e representantes da sociedade civil. 

Foto: Rodolfo Gaion/ CMTU

Considerado o parque tecnológico mais inovador da J.Macêdo, com automação expressiva e mão de obra extremamente qualificada, o complexo em Londrina reúne moinho de trigo, silos para armazenagem de grãos e Centro de Distribuição.  

Com as atividades industriais já iniciadas, de forma gradativa, o novo moinho tem capacidade para processar 660 toneladas de trigo por dia, enquanto os silos podem armazenar até 42 mil toneladas de grãos. Os planos futuros contemplam a ampliação da capacidade de moagem e expansão das atividades, com implantação de fábricas de biscoitos e massas. A companhia, líder nacional em farinhas e misturas para bolos, é detentora das marcas Dona Benta, Sol, Petybon, Boa Sorte e Brandini.  

Foto: Emerson Dias/ NCom

Instalado em uma área de 263.000 m2 doada pela Prefeitura de Londrina, o complexo da J.Macêdo deve gerar cerca de 200 empregos diretos e indiretos. Para o prefeito Tiago Amaral, que enquanto deputado estadual participou da articulação para que a cidade recebesse esse complexo, essa inauguração é um momento de extrema importância para Londrina. “É uma indústria de nível nacional e internacional, um dos maiores nomes hoje da agroindústria nacional, com uma representação muito forte. E isso, mais uma vez, coloca Londrina como uma cidade estratégica para grandes indústrias, para grandes empresas e, em especial, para a agroindústria e agroindústrias que estão partindo para a área de tecnologia, como é o caso da J. Macedo. Estamos inaugurando hoje a primeira etapa da expansão, mas o projeto compreende também uma segunda etapa do moinho e, na sequência, a fábrica de massas, fábrica de biscoitos e uma estrutura de tecnologia muito forte que está vindo para cá. E essa é a vocação de Londrina: a geração de emprego, a melhoria da qualidade de vida das pessoas através de novas oportunidades de trabalho. O fortalecimento dessa estratégia, dessa marca de Londrina, é realmente ser uma cidade de indústria e de tecnologia”, enfatizou.   

Foto: Emerson Dias/ NCom

Em homenagem ao fundador do grupo J.Macêdo, criado em 1939 na capital Fortaleza, a Prefeitura de Londrina nomeou sua Cidade Industrial “José Dias de Macêdo”. O projeto de lei nº 108/2026 foi votado e aprovado pela Câmara Municipal, e em breve será sancionado pelo prefeito, na forma de lei. “É uma forma de demonstrar gratidão e reconhecimento a um dos grandes industriais da história do Brasil. Foi sob a sua gestão que tivemos o início dessa planta, o início das atividades da J.Macêdo por aqui, há 51 anos. Isso é uma demonstração do compromisso da empresa com a cidade de Londrina. De lá para cá, muitas famílias foram realmente estruturadas a partir do emprego gerado pela J.Macêdo, e eles efetivamente são a maior indústria instalada aqui na Cidade Industrial. Realmente é um nome muito justo, correto, adequado e entendo que isso é uma demonstração muito clara do que nós queremos: que eles ampliem aqui e ampliem ainda mais. A gente quer realmente a conclusão desse projeto, que vai chegar a quase R$ 1 bilhão de investimentos”, detalhou Tiago. 

Na solenidade, o prefeito destacou que a industrialização de Londrina é prioridade total em sua gestão. “A gente está procurando isso, indústrias que estejam vocacionadas ou que atuem na área daquilo que entendemos que é a vocação de Londrina, a agroindústria e a tecnologia. Empresas que vêm em um desses dois segmentos ou usando essas duas estruturas são as indústrias que a gente quer e que vamos incentivar, dar suporte. Isso vai acontecer nos próximos dias. E a gente está muito feliz, porque com esse anúncio, a gente está deixando registrado a capacidade que Londrina tem de ser um grande centro logístico, um grande polo, um grande centro industrial”, frisou.  

Foto: Emerson Dias/ NCom

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, contou que só nesta quinta-feira (26) participou da inauguração de três grandes plantas industriais no estado. Duas dela foram a nova unidade do Grupo Piracanjuba, no município de São Jorge do Oeste, e, em Pato Branco, nova indústria de óleo e farelo de soja da Cooperativa Tradição. “E agora aqui, a J.Macêdo, inaugurando essa planta, um investimento que também passa de R$ 400 milhões e que vai consolidando cada vez mais Londrina com o seu parque industrial, gerando muito emprego para a cidade e para quem mora na região metropolitana. E, acima de tudo, mostrando a economia do Paraná crescendo cada vez mais, nesse bom momento que vive a nossa economia e a geração de emprego”, comemorou. 

Ratinho Júnior também citou que, segundo o Ministério do Trabalho, o Paraná atingiu a maior marca histórica de pessoas adultas trabalhando com carteira assinada. “Isso é fruto dessas indústrias que estão se instalando aqui, é fruto dessa economia pujante do nosso Estado e, acima de tudo, da estratégia do Governo do Estado de atrair grandes indústrias para o Paraná, para gerar emprego para a nossa gente”, destacou.   

Ligação histórica com Londrina 

Irineu Pedrollo, diretor-presidente da J.Macêdo S.A. Foto: Emerson Dias/ NCom

Um dos pontos de referência mais tradicionais de Londrina é o Moinho Dona Benta, localizado na Avenida Tiradentes, e que representa a conexão entre o grupo J.Macêdo e a cidade paranaense. Instalado em 1975, o famoso moinho seguirá em funcionamento na cidade, enquanto o novo complexo industrial inicia suas atividades, contou o diretor-presidente da J.Macêdo S.A., Irineu Pedrollo. “Vamos manter a operação na unidade Tiradentes. Obviamente, nossa principal base de produção será aqui; lá manteremos uma operação dedicada, especializada, fazendo um número menor de variedade de farinhas, porque aqui temos condições de muito mais flexibilidade e variedade. A J.Macedo é uma companhia que não para, estamos sempre olhando para novas oportunidades. O nosso foco agora, no curto prazo, é consolidar essa operação de Londrina, garantindo que a gente atinja a meta de 20% do processamento nacional. E essa indústria tem uma característica muito particular, que é fluxo contínuo, que suporta permanentemente aprimoramentos de automação. Então, o grande benefício para a sociedade não é a geração de emprego direto; é a geração de oportunidade de crescimento de outros negócios que vêm a partir daí”, explicou. 

Amarílio Macêdo, acionista e CEO da holding J.Macêdo CAP. Foto: Emerson Dias/ NCom

Filho do fundador da companhia, o acionista Amarílio Macêdo comentou que a posição geográfica de Londrina é muito favorável para uma empresa como a J.Macêdo, que procura por unidades grandes para capturar o máximo de sinergia. “Dentro da cadeia do trigo, nós temos o primeiro plano de expansão e colocar dentro desse mesmo contexto outros produtos que vêm do trigo, como macarrão, biscoito, mistura para bolo e outros mais. Essa área de quase 30 hectares é gigantesca e dá para absorver tudo isso. Acreditamos que a primeira ampliação será na moagem de trigo, porque a gente tem condição de ocupar a capacidade num tempo relativamente curto. Mas dado esse segundo passo, num futuro não muito distante, a gente abre o caminho para acrescentar outras indústrias na mesma área, especializadas em biscoitos, massas, mistura para bolos. Ou seja, provavelmente, num futuro não distante, o Paraná será o segundo estado mais importante para o Grupo J.Macêdo”, antecipou.  

Sobre a presença da marca na cidade, que caminha junto com a história de Londrina, Amarílio Macêdo contou que, desde sua fundação, o grupo tem aprendido e estudado para cada novo passo. “Temos empresas no Brasil inteiro e concluímos, ao longo desse tempo, que Londrina tem uma possibilidade de viabilizar nosso crescimento melhor do que em qualquer um dos outros lugares onde já estamos. Então chegou a vez de darmos um passo muito relevante em crescimento, incluindo essa unidade que é excepcional. Queremos mostrar e deixar comprovado que o Brasil tem trigo bom, que esse local é muito especial para expansão do negócio da atividade moageira, e que o brasileiro sabe fazer coisa boa bem-feita com qualidade, e com formação e treinamento das pessoas da região”, finalizou o cidadão honorário de Londrina.  

Foto: Rodolfo Gaion/ CMTU
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