Comemorado em outubro, o Dia Mundial de Cuidados Paliativos tem como intuito difundir a importância do acesso a este cuidado no sistema de saúde. Em alusão à data, o Hospital Zona Norte de Londrina (HZNL), que neste ano comemorou uma década de funcionamento da Unidade de Cuidados Paliativos, realizou um evento que uniu o resgate da trajetória durante estes 10 anos, informações técnicas e planejamentos futuros desta abordagem para o hospital.
A Unidade de Cuidados Paliativos iniciou as atividades em abril de 2016, por iniciativa dos profissionais de saúde da instituição e de uma comissão interna de Cuidados Paliativos, com a implantação de uma enfermaria com suporte terapêutico específico para condições de saúde que ameaçam vida, com a possibilidade de trazer sofrimento a pacientes com doenças graves.
Atualmente, o setor conta com duas enfermarias, com oito leitos exclusivos, equipe multiprofissional e apoio de voluntários. A unidade também é membro do Grupo Técnico do Programa Municipal de Cuidados Paliativos de Londrina, que integra serviços da atenção primária, atenção domiciliar, serviços de urgência e hospitais, para organizar o fluxo destes pacientes na rede de saúde, organizar capacitações e ações de divulgação sobre o assunto.
“Esta unidade do Hospital Zona Norte de Londrina foi uma das primeiras de internação exclusiva para esta modalidade no Paraná. Tem o objetivo de aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e promover a autonomia da pessoa adoentada, além de apoiar os cuidadores e as famílias envolvidas. Nossa intenção é seguir fortalecendo essa política pública valiosa para quem está em um momento terminal”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
DIGNIDADE – Em 08 de outubro, um evento no HZNL uniu o resgate da trajetória de uma década, informações técnicas e planejamentos futuros desta abordagem para o hospital. Uma das histórias resgatadas é de 2018, de Wilson de Souza que, na época, estava com 80 anos.
Com problemas no coração e um câncer de próstata já avançado, ele passou mal e foi levado ao Hospital Zona Norte. Como sua situação foi piorando, a equipe médica chamou Eunice Aparecida Souza, filha dele, para conversar e apresentar a Unidade de Cuidados Paliativos.
“A princípio a gente não entende o que é cuidado paliativo, como funciona, mas o jeito do médico explicar sobre isso acalmou meu coração, tranquilizou a minha família, e a gente aceitou a proposta. Ele me fez entender que esse tratamento não é com medicamento, é com sentimento, que abraça, com dedicação, enfim, é um cuidado especial para que o paciente não sofra, nem tenha muita dor”, diz Eunice.
“O que eu e a minha família sentimos nesse período que meu pai precisou, se faz necessário para o familiar que tem um paciente nessa situação. Porque a gente nunca pode falar que não tem o que fazer, sempre tem o que fazer”, destacou ela.
Eunice disse ainda que, sempre que fala nesse assunto e conta a experiência com seu pai, ela agradece. “Vi a evolução do carinho, do cuidado, para mim é inexplicável, não dá para medir. O paliativo é um tratamento do coração, do amor e do acolhimento do paciente e também da família que se sente apoiada em todos os sentidos”.
“O tratamento que meu pai teve no hospital durante o tempo que ficou internado foi diferenciado. Meu pai ficou internado por um mês e morreu com dignidade”, finalizou.
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