O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou recurso contra a condenação de Ricardo Seidi Shigematsu pela morte da filha, Eduarda Shigematsu, em Rolândia, no norte do estado. A Promotoria de Justiça pede que a pena de 23 anos e seis meses de prisão seja aumentada, sob o argumento de que a punição estabelecida pelo Tribunal do Júri não corresponde à gravidade dos crimes.
No recurso, assinado pelo promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, a acusação solicita uma nova análise dos critérios utilizados para calcular a pena. O MPPR sustenta que Ricardo agiu com elevada culpabilidade e premeditação e defende o aumento da pena-base aplicada na sentença.
Entre os elementos citados pela Promotoria estão laudos periciais que apontaram o desligamento do sistema de câmeras de segurança da residência na madrugada de 22 de abril de 2019. Conforme o Ministério Público, o equipamento só voltou a funcionar mais de 24 horas depois, após o registro do boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da menina.
A acusação também menciona o depoimento do eletricista responsável pela instalação das câmeras. Segundo o relato apresentado no recurso, o equipamento funcionava normalmente, e Ricardo costumava acionar o profissional quando identificava falhas, o que não teria ocorrido na semana do crime.
Outro ponto levantado pelo MPPR envolve a preparação do local onde o corpo foi escondido e a tentativa, segundo a acusação, de criar uma versão para o desaparecimento da menina. Para a Promotoria, esses elementos devem ser considerados na reavaliação das circunstâncias do crime e no cálculo da pena.
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