Um forte temporal atingiu Apucarana na noite desta segunda-feira (21) e mobilizou uma força-tarefa municipal para prestar socorro às centenas de famílias afetadas por destelhamentos, alagamentos, quedas de árvores e danos em prédios públicos e privados. Até a manhã desta terça-feira (22), mais de 620 famílias já haviam sido cadastradas para receber lonas e outros suprimentos emergenciais. No entanto, a Defesa Civil do município projeta que o número de famílias atingidas e assistidas possa chegar a 2 mil nos próximos dias.
Apesar da dimensão dos prejuízos materiais, não houve registro de pessoas feridas ou mortas. O prefeito Rodolfo Mota informou que equipes da Prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e voluntários atuam de forma ininterrupta há mais de 13 horas no atendimento à população e na remoção de entulhos. “São 13 horas e meia de socorro às famílias afetadas, atingidas. Nós estamos falando de milhares e milhares de pessoas. Uma quantidade enorme de vítimas. Graças a Deus nenhuma com machucado ou ferimento”, afirmou.
Segundo o prefeito, o município deverá solicitar auxílio financeiro e logístico às Defesas Civis Estadual e Nacional diante da dimensão dos danos. “Nós vamos precisar, obviamente, do apoio da Defesa Civil Estadual e Nacional, porque nós estamos falando de alguns milhões de reais em prejuízos”, declarou.
A destruição foi intensificada pelos ventos fortes, e a administração municipal apura relatos sobre a passagem de dois tornados pelo perímetro urbano. Segundo Rodolfo Mota, “dois tornados passaram pela cidade”: um teria cruzado a região central em direção aos bairros Jardim Apucarana, Jardim América, Marcos Freire e João Paulo, enquanto o outro teria avançado pelo Contorno Sul até a Vila Reis.
Entre os locais atingidos estão o Terminal Urbano, que teve parte da cobertura arrancada, o muro do Colégio Estadual Nilo Cairo e o Cmei Benedito Leugi, onde, segundo o prefeito, o telhado foi completamente levado pelo vento. “O CMEI foi arrancado não só a telha, mas o telhado inteiro. Sumiu o telhado, a gente não achou o telhado do CMEI”, relatou.
A Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora de Lourdes também sofreu danos e registrou alagamento. O prefeito contou que esteve no local pouco depois do temporal. “Ver a nossa catedral alagada daquela maneira é realmente desesperador”, afirmou.
Com informações de TN Online
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