Marcos Panissa, condenado a mais de 20 anos de prisão, por matar a ex-esposa Fernanda Estruzani Panissa com 72 facadas, foi preso no início da tarde desta quarta-feira (15) em Assunção, no Paraguai.
Ainda não há informações sobre as circunstância da prisão, nem quando ele deve ser enviado ao Brasil. Ele estava sendo monitorado pelo serviço de inteligência da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad).
O crime aconteceu em Londrina, no Norte do Paraná, no dia 6 de agosto de 1989.
Marcos confessou ter cometido o crime por ciúmes. Na época, ele tinha 23 anos. Fernanda tinha 21.
Marcos foi julgado duas vezes pelo assassinato da ex-esposa, em 1991 e 1992, mas os advogados recorreram. Enquanto isso, Panissa respondia ao processo em liberdade.
No dia marcado para o terceiro julgamento, em 1995, ele não compareceu ao tribunal, teve a prisão preventiva decretada e, desde então, estava foragido.
Em 2008, uma nova sessão do Tribunal do Júri foi convocada após uma mudança na lei, que permitiu o julgamento à revelia. Com a alteração, não é mais necessária a presença do réu em plenário do Júri para que o julgamento possa ser realizado.
Naquele julgamento, ele foi condenado a 21 anos e 6 meses de prisão. A pena não havia começado a ser cumprida porque ele não foi localizado.
Em 2018, a juíza Elisabeth Khater destacou no processo que, se Panissa não fosse encontrado até novembro de 2028, o processo iria prescrever e ele não poderia ser preso.
A juíza pediu, na época, para que a Interpol prorrogasse a validade do alerta na Difusão Vermelha – ferramenta de cooperação policial internacional que ajuda a localizar pessoas procuradas pela Justiça para fins de extradição.
Com informações:G1/Foto:Foto: Maurício Ferraz
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