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TRE adia julgamento do prefeito de Rolândia que pode levá-lo a cassação

A Desembargadora Tatiane de Cássia Viese do Tribunal Regional Eleitoral adiou o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pela coligação “Rolândia para Todos”, que acusa o prefeito de Rolândia, Ailton Maístro abuso de poder político durante a gestão.

Maístro e o vice-prefeito Horácio Negrão (PSD) foram absolvidos pela 59ª (quinquagésima nona) ZE (Zona Eleitoral) de Rolândia, das duas primeiras acusações, mas o juiz entendeu que houve irregularidade na distribuição dos cartões do “Bora Estudar”.

A retomada do julgamento esta marcado para o dia 03 de outubro.

Entenda o processo

O prefeito de Rolândia, Ailton Maístro (PL), enfrenta um julgamento decisivo no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) nesta quarta-feira, 24 de setembro de 2025.

O processo decorre de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pela coligação “Rolândia para Todos”, que acusa o chefe do Executivo de abuso de poder político durante sua gestão.

Entre os pontos levantados pelos denunciantes estão: a realização da festa de 80 anos do município, que teria promovido pessoalmente o prefeito; o uso da estrutura da Prefeitura para reforçar sua imagem; e o programa “Bora Estudar”, responsável pela distribuição de aproximadamente 6.200 cartões no valor de R$ 275 cada, totalizando quase R$ 2 milhões, em ano eleitoral e sem previsão orçamentária específica.

Em primeira instância, a Justiça Eleitoral da 59ª Zona Eleitoral de Rolândia absolveu Maístro e o vice-prefeito, Horácio Negrão (PSD), das acusações ligadas à festa e à promoção pessoal. No entanto, o programa “Bora Estudar” foi considerado irregular, resultando em multa de cerca de R$ 21.100 ao prefeito e R$ 5.300 ao vice.

O Ministério Público Eleitoral (MPE), entretanto, apresentou parecer mais duro, defendendo a cassação do mandato de ambos e a declaração de inelegibilidade de Maístro. Para o MP, o benefício concedido em ano eleitoral teve peso significativo, configurando abuso de poder político e violação da legislação.

Agora, caberá ao TRE-PR decidir se mantém a sentença de primeiro grau, que aplicou apenas multa, ou se acolhe o parecer do MPE, o que pode resultar na cassação do prefeito e de seu vice, além da inelegibilidade de Ailton Maístro para futuras eleições.

Foto:SESA/PR

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