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Mulher que matou a filha para ficar com a guarda do neto vai à júri no Paraná

Está marcado para esta quinta-feira (28) o julgamento de Tânia Djanira Melo Becker de Lorena, mulher acusada de ter matado a própria filha em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime ocorreu em 12 de fevereiro de 2007 e, segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), teria sido motivado pelo desejo da avó de ficar com a guarda do neto.

Mãe e filha disputavam judicialmente a guarda da criança na época. A sessão do Tribunal do Júri está prevista para começar às 9h, em Campina Grande do Sul.

O promotor de Justiça Danillo Pinho Nogueira, responsável pelo caso, destacou a expectativa do Ministério Público para o julgamento:

“A expectativa do Ministério Público deste julgamento é de que o Conselho de Sentença reconheça a materialidade e autoria do gravíssimo e horrível delito praticado, bem como as três qualificadoras que foram imputadas na denúncia, da mesma forma como já foi feito no julgamento anterior do correu que foi julgado em separado no ano passado.”

Andréa Rosa de Lorena foi morta por asfixia com fio elétrico, e o corpo foi escondido embaixo da cama, sendo encontrado apenas dois dias depois. Na época, a mulher deixou dois filhos, um menino de 5 anos e uma menina de 9 meses.

De acordo com as investigações, a denunciada e o então companheiro, já condenado a 21 anos de prisão pelo crime, foram até a casa da vítima, almoçaram juntos e depois cometeram o homicídio.

O casal ficou foragido por muitos anos. A mãe da vítima foi presa em maio de 2024 em Marilândia do Sul, após o caso ser exibido em um programa de televisão que trata de fugitivos da Justiça.

Já o ex-companheiro foi preso em 2023 em Apucarana e julgado em junho de 2024. As ações penais contra os dois foram desmembradas, de modo que cada réu responde a um processo específico.

Tânia responderá pelo crime de homicídio triplamente qualificado: por motivo fútil, com emprego de asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento ocorrerá em Campina Grande do Sul porque, à época do crime, Quatro Barras integrava a comarca.

Com informações:RIC MAIS

Foto: Reprodução / Canal 38 / TN Online

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