Na noite desta quarta-feira, 9 a Câmara Municipal de Londrina aprovou, após uma longa sessão de mais de seis horas, o Projeto de Lei 204/2025, que autoriza o acúmulo salarial para secretários do município.
A discussão começou por volta das 19h30, marcada por uma série de interrupções devido à instabilidade na internet, o que prejudicou as transmissões ao vivo, além de protestos nas galerias que dificultaram o andamento dos trabalhos.
O tema já havia sido objeto de debates anteriores, especialmente durante a tramitação do PL 52/2025, que visava modificar o Estatuto dos Servidores. Contudo, o Executivo decidiu protocolar um novo projeto, focando unicamente na questão da possibilidade de acúmulo de salários.
A votação contou com o apoio de vários vereadores de diferentes partidos. Votaram a favor do projeto os vereadores Anne Moraes (PL), Antônio Amaral (PSD), Giovani Mattos (PSD), Chavão (Republicanos), Deivid Wisley (Republicanos), Emanoel (Republicanos), Marcelo Oguido (PL), Marinho (PL), Matheus Thum (PP), Mestre Madureira (PP), Flávia Cabral (PP), Régis Choucino (PP), Sídnei Matias (Avante) e Valdir Santa Fé (PP).
Por outro lado, os vereadores Paula Vicente (PT) e Roberto Fú (PL) se posicionaram contra a proposta.
Vale destacar que as vereadoras Michele Thomazinho (PL) e Jessicão (PP) estavam licenciadas e não participaram da votação, enquanto o vereador Santão (PL) esteve ausente.
O projeto aprovado permite que servidores públicos que já ocupam outros cargos e estão cedidos à Prefeitura para funções comissionadas — como secretários — recebam a remuneração de seus cargos de origem e, adicionalmente, até 90% do salário do cargo municipal, respeitando o teto constitucional.
Atualmente, dois secretários se encontram nessa situação: Vivian Feijó, da Saúde, e Leonardo Carneiro, da Gestão Pública e Recursos Humanos. Ambos já estavam recebendo suas remunerações de forma cumulativa, mas tiveram os pagamentos suspensos após uma recomendação do Ministério Público.
Vivian Feijó possui um salário de R$ 21,5 mil pelo Estado do Paraná e deve receber cerca de R$ 11 mil da Prefeitura de Londrina. Leonardo Carneiro, por sua vez, recebe R$ 31 mil do governo estadual e também terá cerca de R$ 11 mil da prefeitura, considerando os descontos constitucionais aplicáveis.
O texto voltará à pauta nesta quinta-feira, 10 de outubro, onde deverá ser discutido e receber emendas. A aprovação do projeto pode gerar repercussões significativas sobre a administração pública e as finanças do município.
Foto:Fernando Cremonez
MAIS INFORMAÇÕES NA RÁDIO COBRA FM 107.1

