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TJ-PR manda a júri popular médica acusada de matar pacientes em UTI de hospital em Curitiba

Publicado em: 28 maio 2021

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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu, por dois votos a um, que a médica Virgínia Soares de Souza, acusada de antecipar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, em Curitiba, vai a júri popular.

Conforme decisão, tomada pela 1ª Câmara Criminal do TJ-PR, nesta quinta-feira (27), ela deve responder por homicídio doloso.

O TJ-PR atendeu a uma apelação do Ministério Público (MP-PR) que havia recorrido após o juiz Daniel Surdi Avellar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, inocentar a médica e outras sete pessoas, em 2017.

A médica, que era chefe da UTI do hospital, e mais quatro réus, que irão a júri popular, foram acusados de anteciparem mortes de sete pacientes do hospital, considerado um dos maiores da capital, entre 2006 e 2013.

Outros dois acusados no início do processo de participar de suposta quadrilha foram inocentados a pedido do próprio Ministério Público durante a audiência de instrução.

O caso veio à tona em 2013, quando a polícia prendeu Virgínia e outros funcionários da UTI, subordinados à médica. De acordo com a denúncia, eles usaram técnicas médicas para que sete pacientes viessem a óbito, com o objetivo de liberar leitos na unidade.

Os advogados de Virgínia, Elias e Louise Mattar Assad, informaram que “a defesa sempre confiou na Justiça e em todas as provas periciais e testemunhais do processo que indicaram inexistência de fato criminoso e irá recorrer em todas as instâncias”.

Segundo a defesa, “a médica é inocente e em toda a sua carreira tomou decisões baseadas em literatura”.

Na decisão de 2017, ao inocentar os acusados, o magistrado considerou que as provas apresentadas pelos promotores não eram conclusivas quanto a culpa dos réus.

O juiz disse ainda que as testemunhas de acusação se mostraram confusas e deram depoimentos contraditórios e nebulosos. O Ministério Público do Paraná registrou apelação sobre esta decisão do juiz.

Com informações:G1/PR

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