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Caso Rachel Genofre: acusado de matar menina e colocar dentro de mala, em Curitiba, é condenado a 50 anos de prisão

Publicado em: 13 maio 2021

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Carlos Eduardo dos Santos foi condenado a 50 anos de prisão pela morte da menina Rachel Genofre, em júri popular nesta quarta-feira (12). A condenação foi anunciada por volta das 23h pelo juiz.

O julgamento aconteceu com portas fechadas, por conta do segredo de justiça. Carlos Eduardo foi condenado, por 4 votos a 1, a 40 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado – mediante meio cruel, asfixia e ocultação do corpo -, e a 10 anos por atentado violento ao pudor.

Rachel foi encontrada morta em novembro de 2008. O corpo foi achado com sinais de violência sexual dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba.

Carlos Eduardo, que estava preso em São Paulo, foi descoberto em 2019, por meio do cruzamento de dados. Ele foi ouvido por videoconferência.

Como foi o júri

O júri começou, por volta das 13h40 e foi composto por dois homens e cinco mulheres no Conselho de Sentença. Ao todo, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e outras três de defesa.

A primeira pessoa a ser ouvida foi a mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo. Antes de entrar para o julgamento, ela disse à RPC que estava ansiosa por esse momento, que esperou por quase 13 anos.

“Foi um período muito longo, tive ajuda imensa de um movimento feminista que sempre esteve na luta conosco e assim estamos hoje com essa vitória. Um monstro a menos em nossa circulação”, disse Maria Cristina.

Apesar de tentar se manter firme e ter esperado por esse dia, a mãe de Rachel disse que não estava preparada. “Não tem tratamento que nos dê essa preparação, mas tem muita ansiedade, a luta durante estes quase 13 anos foi para que isso acontecesse”.

Para a mãe de Rachel, saber que Carlos Eduardo já estava preso e agora a condenação, é um pequeno alívio.

O caso

Rachel tinha nove anos quando desapareceu. Ela saía da escola onde estudava, no Centro de Curitiba, no fim da tarde de 3 de novembro de 2008.

O acusado pelo crime foi identificado onze anos depois, em 2019, com a ajuda de exames de DNA. A identificação aconteceu após o cruzamento de dados das polícias do Paraná, São Paulo e Distrito Federal.

Carlos Eduardo cumpre pena de 25 anos por outros crimes. Após a identificação, que aconteceu quando ele estava preso em Sorocaba (SP), ele confessou à polícia que matou Rachel.

Segundo a acusação, o réu abordou a menina fingindo ser produtor de programa infantil de televisão no momento em que ela saia da escola.

Ele convenceu Rachel a acompanhá-lo até o endereço em que estava hospedado. À polícia, Carlos Eduardo contou que a menina queria avisar os pais, mas que ele a convenceu de que era melhor ela falar com eles depois.

Com informações:G1/PR

Mais informações na programação da Rádio Cultura AM 930

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